O que é IoT?

O que é internet das coisas

Você sabe o que é internet das coisas (IoT)? Já pesquisou diversas vezes e não conseguiu entender essa tal “coisa” de forma mais clara e objetiva? Então esse texto é para você! Vamos descomplicar.

Quando fui convidado a trabalhar em um projeto que envolvia a chamada “Internet das Coisas” (Internet of Things em inglês, ou simplesmente IoT), tive, como a maioria das pessoas que ouvem este termo pela primeira vez, uma certa dificuldade em entender o que aquilo realmente significava.

Minha primeira reação foi correr para a internet atrás de uma definição que transformasse aquelas três letrinhas em algo mais consistente na minha mente. Após algumas horas de pesquisa e aproveitando da minha formação na área de sistemas consegui criar um conceito que me passou a impressão de que havia acabado de descobrir o melhor dos mundos.

Cheio de si, ao final do dia, ao comentar com amigos que eu passaria a trabalhar com IoT, notei pela expressão no rosto de todos que a seguinte pergunta pairava no ar: Que m… é esta? E me dei conta que tentar explicar a eles aquele conceito que criei pra mim não faria o menor sentido para eles, não por julgar que não teriam capacidade de entender o lado técnico da coisa, mas sim pela dificuldade de exemplificar algo que ainda não tinha vivenciado, ou pelo menos achava que não tinha.

Desde então, senti a necessidade de criar alguma forma de responder à pergunta com o que estou trabalhando atualmente, sem entrar muito nas questões técnicas que envolvem estas três letrinhas. E é isto que tentarei fazer nas próximas linhas.

Vamos começar definindo o IoT?

Eu vou definir IoT como “um conjunto de coisas, ligadas de alguma forma, formando uma rede de coisas”. Ôpa. Coisas? Que coisas? Aqui, “coisas” podem significar desde objetos físicos como um carro, um celular, uma geladeira, ou então, um sistema de controle de estoque ou outro sistema informatizado qualquer. Então pode ser qualquer coisa? Não necessariamente.

Para se montar esta rede, as coisas precisam ser incorporadas com algum dispositivo eletrônico, ou sensores, ou atuadores, ou até mesmo um software. E não apenas isso, essas coisas possuem uma forma de se conectar à internet e trocar informações ou dados, a fim de agregar valor a elas. O impacto deste valor é o que faz com que a internet das coisas seja tão procurada.

Podemos refinar esta definição ligeiramente, identificando três componentes ou camadas para que uma coisa seja considerada um “produto conectado inteligente”.

A camada de produto, que representa os dispositivos e objetos (as coisas) em sí, e como dito, podem incluir hardware e software incorporado.

A camada de conectividade, que é composta da infraestrutura e dos protocolos que conectam as coisas à uma nuvem ou a alguma outra rede na qual os dados são coletados, analisados ​​e trocados.

Por último, vem o que chamamos de camada de aplicativos inteligentes, ou seja, os aplicativos que nos permitem monitorar dados, enviar comandos, otimizar o uso do produto e automatizar sistemas.

Muita informação técnica? Muita coisa? Ainda não conseguiu visualizar? Vamos a um exemplo prático:

Atualmente, alguns carros mais modernos trazem no painel a figura de uma chave de boca. Ela se acenderá ou será mostrada de vez em quando. Se já aconteceu com você e se você recorreu ao manual de seu carro para saber o que se tratava, viu que ela indica que está na hora de fazer a manutenção. Mas como o “carro” sabia disto?

Como a fábrica sabe com qual quilometragem deve-se efetuar a manutenção a fim de evitar danos maiores? Existe um dispositivo no carro que é programado para, quando o mesmo atingir ou chegar próximo a um certo número de quilômetros rodados, acender.

Ou em outras palavras, temos um dispositivo que está lendo a todo momento um dado (a quilometragem) e, quando uma determinada condição acontecer (quilometragem próxima a quilometragem para manutenção), disparar um alerta, neste caso, acendendo uma luz.

Imagine agora que, além de somente acender uma luz, fosse disparado um aviso para sua concessionária preferida, que por sua vez teria um sistema que receberia este aviso e verificaria os próximos dias e horários disponíveis para manutenção e automaticamente lhe enviasse esta informação através de um aplicativo, a fim de que você já programasse conforme sua conveniência, a melhor data.

Ao enviar a resposta, o sistema da concessionária já iria se certificar que todas as peças necessárias existem no estoque e em caso negativo, providenciar o pedido das mesmas.

E se caso você não programasse a manutenção, a fábrica enviasse um comando ao carro não permitindo que a velocidade máxima ultrapassasse um determinado limite, a fim de resguardar você e o carro?

Conseguiu visualizar agora? Viu que o exemplo inclui as três camadas do chamado “produto conectado inteligente”? 

Nós temos os produtos ou objetos, como o carro e o sistema de manutenção da concessionária. Estes produtos estão conectados, o que permite ao sistema coletar dados, enviar alertas e tomar algum tipo de decisão. E por último, o aplicativo, que permite a interação entre você e a concessionária.

É isto! Este foi só um exemplo. Os mais técnicos e puristas poderão achar este texto muito primário e se conseguir isto, creio que acertei.

Agora que você já tem este entendimento, e se você começar a prestar atenção nos objetos em sua casa, ou escritório, ou fábrica, ou até em sua cidade, você começará a perceber que a internet das coisas já é uma realidade e cada vez mais fará parte de nossas vidas.

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